Sep 22, 2014, 5:25 PM

Primeiras impressões: Honda CG 150 Titan CBS

Com freios combinados, poder de frenagem da CG Titan melhora. Sem grande aumento no preço, sistema deixou moto mais atrativa

 

Depois de ganhar nova geração em 2013, a Honda CG recebe outra importante novidade. A linha 2015 da moto mais vendida do Brasil passa a contar com freios do tipo CBS na versão Titan. Tornando a frenagem mais eficaz, o dispositivo aumenta a segurança para os motociclistas.

 

Os CBS, de Combined Braking System (freios combinados), são diferentes do mais conhecido ABS, sistema que impede o travamento das rodas em frenagens.
Enquanto nos freios tradicionais existem acionadores independentes para a frente (manete direito) e a traseira (pedal), o sistema combinado reparte a força de atuação entre os dois eixos.

A ideia do CBS é corrigir o mau hábito dos motociclistas de usar somente o freio traseiro, quando o ideal é acionar os dois. Além disso, a maior parte do poder de frenagem de uma motocicleta está na dianteira. “Nós sabemos que o brasileiro freia errado. Existe o mito que o freio dianteiro pode fazer a moto capotar, o que não é verdade", explica Alfredo Guedes, engenheiro e supervisor de relações públicas da Honda.

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De série na Titan, versão top de linha da CG 150, a introdução do CBS significou um acréscimo de R$ 180 nos preços.  A versão de entrada ESD, de rodas raiadas, custa R$ 7.680, enquanto a EX, equipada com rodas de liga leve, é oferecida por R$ 8.180.

Com a novidade, a CG torna-se a primeira moto de baixa cilindrada produzida em série do mundo a ter freios CBS. O sistema está presente em versões de mais tecnologia em motos de alta cilindrada, como a CBR 1000 RR, e também em scooters, como Honda PCX, Lead e Dafra Citycom 300i.

 

Como já acontecia com a Titan antiga, sua principal rival é a Yamaha Fazer 150 lançada no ano passado. Ambas possuem conjuntos similares, que oferecem confiança e desempenho robusto. Partindo de R$ 7.550, a Fazer é mais cara e não conta com o sistema CBS. Ainda na cilindrada de 150 cc, o consumidor brasileiro pode encontrar Dafra Apache 150 e Suzuki GSR 150.

Frenagem com o CBS
Existem vários tipos de CBS para a frenagem. No caso da CG, o dispositivo é simples. Quando se aciona o freio dianteiro, não há diferença quanto à versão anterior e dois pistões são direcionados ao disco dianteiro. Mas ao pisar no pedal de freio traseiro, o tambor da roda traseira entra em ação e também um terceiro pistão, introduzido pela Honda na roda dianteira da nova Titan. O acionamento do freio combinado ocorre de maneira progressiva. É necessário pressionar o pedal com força, utilizando todo o seu curso, para entrar em ação a frenagem na roda dianteira. Com leves toques sobre o pedal, a força fica apenas na roda traseira.
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Para checar a sua eficácia, o G1 andou com a CG CBS em pista de testes e a comparou com a versão antiga.

Começando a frear em velocidade de 60 km/h, utilizando apenas o freio traseiro, o espaço que a CG sem CBS levou para foi mais longo do que o da moto com o novo sistema (assista ao vídeo no início da reportagem para ver a diferença).

De acordo com a testes do Instituto Mauá, feitos a pedido da Honda, a CG com CBS leva 41,4 metros até parar, quando se utiliza apenas o freio traseiro e empregando força até travar a roda traseira, iniciando o processo a 60 km/h. Com o sistema de freios combinado, o espaço utilizado é 14,4 metros menor, ficando em 27,3 metros.

Veja a diferença de frenagem entre motos com freios CBS e com STD, ou standard (padrões):

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Na frenagem feita pelo G1, que não possui parâmetro científico, a moto com CBS mostrou um poder muito maior para parar apenas com o freio traseiro. Além disso, ao usar os dois freios, apesar de ganhar apenas um pouco em relação à distância percorrida, a nova CG Titan teve mais estabilidade que o modelo anterior.

Não atrapalha em manobras de baixa velocidade
Aquela cena típica de motociclistas fazendo manobras entre os carros nas cidades, controlando a moto com o freio traseiro e dosando embreagem e acelerador, também não será afetada pelo CBS da CG. Como o freio da frente também é acionado pelo pedal traseiro, a frente poderia ser afetada nesta situação e fazer a moto perder o equilíbrio.

Mas existe a progressividade no acionamento do freio da frente pelo pedal e, somente se o motociclista usar certa força, a frente será afetada. Desse modo, ao realizar manobras em curvas de baixa velocidade, fica quase impossível notar algum peso na dianteira da moto.

Mesmo assim, o CBS pode sofrer preconceito dos motociclistas que não querem usar o freio dianteiro por achar que não precisam, o que é uma pena.

Conjunto segue acertado
Sem contar a novidade do freio CBS para a moto, o restante do conjunto segue o mesmo. Assim, as considerações sobre os modelo são as mesmas feitas durante o lançamento da nova geração em 2013. Apenas 2 kg mais pesada que a CG antiga, não foi possível notar nenhum tipo de alteração no desempenho da moto pelo peso extra.

Marca registrada da CG, a robustez é uma das principais qualidades da moto, mostrando um conjunto que transmite confiança ao motociclista. Sem esbanjar potência, a Honda possui força necessária para encarar subidas e descidas das cidades e suspensões que agradam pela misto de rigidez e conforto, mesmo em pisos esburacados.

Como base, o modelo segue utilizando o motor flex de 1 cilindro e 149,2 cc, capaz de gerar 14,3 cavalos de potência máxima. Antes da chegada do CBS, a CG Titan poderia ser classificada como "cara demais", assim como as suas concorrentes.

A moto deu mais um passo à frente das rivais ao apostar no CBS. O grande equilíbrio com a Yamaha Fazer 150, que em alguns pontos, como o visual, supera a CG, pode ser estremecido. A segurança, fator primordial para o uso da moto, está maior na Titan.

 

 

Fonte: http://g1.globo.com/

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